terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A primeira das minhas lesões.

Miau a todos!

Espero que tenham gostado da primeira parte da minha história. Sei que não é um início muito feliz, mas não sintam pena de mim pois a minha sorte e felicidade estaria para vir mais para a frente. 
Pois bem, cheguei à Associação dia 3 de Junho e fui entregue à maravilhosa Filipa Pereira, ao seu marido e aos seus filhos. 
Como era muito pequenino não conseguia comer sozinho e tinha de ser alimentado por um biberão várias vezes ao dia. Dependia totalmente da minha nova mãe adoptiva e da sua família para poder sobreviver. Não passava de um pequeno gatinho que tinha acabado de ficar sem a sua mãe, sem os seus irmãos e que não fazia a mínima ideia de onde estava ou o porquê de isto ter acontecido a mim. 
De inicio estava um pouco assustado com o novo ambiente mas rapidamente percebi que estas pessoas só queriam o meu bem, pois a toda a hora estava a receber atenção, cuidados, amor, brincadeiras, enfim tudo o que um gato como eu precisa para ser feliz. 

                                                                                                                                                                                                                       
Porém infelizmente a minha sorte não estava para durar. Após começar a comer comida seca fui colocado junto com outros gatinhos da Associação para poder começar a interagir com outros animais e aprender novas brincadeiras. Passado pouco tempo já no início de Julho comecei a coxear da pata direita da frente. Fui internado de imediato nas urgências da Lusófona com suspeita de ter a minha patinha partida, e logo as suspeitas foram trocadas pela certeza de que não seria uma fractura mas sim uma bactéria que me estava a corroer o osso. 
Estive internado durante 10 dias e fui tratado pelos melhores médicos veterinários liderados pelo Professor Rui Onça. Tomei vários antibióticos mas parecia que nenhum era suficientemente forte para destruir aquela bactéria. Tive mesmo em risco de perder a pata para não perder a vida. Foi graças àquela equipa maravilhosa que voltei para casa, ainda assim fiquei com uma lesão na minha pata que me acompanhará para o resto da vida. 





No dia que voltei vinha todo contente pois iria novamente voltar a ver os meus amigos e a minha família. No entanto tive de ficar mais um mês isolado e em tratamento.

Voltei a brincar, a correr, a pular e a fazer os meus estragos sem limitações nenhumas. Sim tenho uma patinha torta que ao toque se nota um osso saído para fora, sim tenho um defeito que para muitos foi motivo para recusarem a minha adopção, mas não deixo de ser um gato feliz, cheio de vontade de brincar e amar como outro qualquer. 

Mais uma vez foi graças à Filipa, à Tico & Teco e a todos os seus amigos e voluntários que eu sobrevivi, pois sem todos os seus esforços não teria sido possível.
Nos meses seguinte vivi bem na companhia dos outros animais, pensando eu que nada mais de mal me iria acontecer. Mal eu sabia o que ainda estava para vir...

  

O resto conto da próxima vez :)

Marradinhas e Ron-rons!







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